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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como Bolsonaro se prepara para enfrentar Lula no debate diário até 2022

Petista provoca estragos na imagem gerencial do Planalto, mas perde pontos quando o debate migra para o campo da corrupção

Por Robson Bonin Atualizado em 17 mar 2021, 12h16 - Publicado em 15 mar 2021, 06h03

Auxiliares de Jair Bolsonaro admitem que a entrada do ex-presidente Lula na disputa presidencial obrigou o governo a rever algumas posturas.

Diante de um adversário credenciado por já ter ocupado a cadeira presidencial, a crítica provoca mais estragos do que quando gerada por interlocutores que nunca chegaram ao Planalto. “Uma coisa é o Doria falar. Ninguém sabe o que seria um governo dele. Outra,  é Lula, que já esteve aqui. O povo tende a esquecer as partes ruins e lembrar só do que foi bom”, diz um ministro.

Lula sabe bater, sabe se identificar com a grande parcela dos brasileiros que está sofrendo as consequências mais duras dessa pandemia, tanto na saúde quanto na questão econômica. Bolsonaro sabe que a comparação de governos nessa área, com Lula, será inevitável.

Se leva desvantagem na área econômica, tentará vencer no campo da corrupção. Tirando as crises que sua própria família gerou, o governo Bolsonaro, goste-se ou não, produziu até aqui menos escândalos estatais que os registrados nos governos petistas. A PF, é verdade, continua fazendo buscas em ministérios. As operações, no entanto, não são divulgadas.

Isso, na avaliação de auxiliares de Bolsonaro, é o que deve ser explorado pelo presidente. A corrupção é o ponto fraco do petismo, que acolheu figura com João Vaccari, Delubio Suares e José Dirceu, fechou os olhos para os desvios bilionários de empreiteiros e sempre normalizou caixa dois e desvios menores.

A preocupação dos auxiliares palacianos, no entanto, está no lado mais fraco de Bolsonaro: tudo que esteja relacionado à gestão. O presidente não governa. Passa os dias a contar piadas no palácio. “Nosso desafio é mudar essa postura do presidente”, reconhece um ministro.

Na sexta, pesquisa XP-Ipespe mostrou que Lula e Bolsonaro estão empatados na corrida presidencial. O presidente alcança 27% das intenções de voto, enquanto Lula tem 25%.

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