Assine VEJA a partir de R$ 9,90/mês.
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Pedro Carvalho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como entender Marina?

Sete anos após praguejar contra a 'velha política', ela negocia com os donos da casa de onde saiu batendo a porta

Por Gabriel Mascarenhas - 22 out 2018, 06h27

Em 2011, Marina Silva se desfiliou do PV e anunciou que seu movimento era a “negação do pragmatismo a qualquer preço”.

A partir então, ela ganhou musculatura.

Obteve mais de 20 milhões de votos como candidata a presidente da República e fundou a Rede, classificando os demais partidos como os representantes da “velha política”.

Mas sete anos depois de deixar o PV, tudo deu errado. E, então, o que faz Marina?

Publicidade

Melancolicamente, volta ao ponto de partida.

Pela sobrevivência de uma legenda que nunca vingou, agora, ela recorre ao pragmatismo absoluto e negocia uma fusão com PPS de Roberto Freire (ex-ministro de Michel Temer) e – não poderia ser mais irônico – o PV.

Seria de bom tom Marina fazer algo que detesta, ir a público para explicar o que pensa.

Há gente ávida por saber o que ela está disposta a manter vivo a qualquer custo: seu arremedo de partido ou o discurso que convenceu 20 milhões de brasileiros.

Publicidade