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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como Bolsonaro reagiu ao saber da corrupção no caso Covaxin

Com a papelada espalhada na mesa da biblioteca do Alvorada, presidente chegou a procurar o celular para ligar ao diretor da PF, mas desistiu

Por Robson Bonin Atualizado em 2 jul 2021, 10h48 - Publicado em 2 jul 2021, 07h10

Depois de apresentar todos os documentos que ilustravam as pressões e irregularidades envolvendo o contrato bilionário da vacina Covaxin no Ministério da Saúde, Luis Miranda faz a grande pergunta a Bolsonaro: “Presidente, a gente quer saber do senhor o que a gente deve fazer”.

Bolsonaro então levanta da cadeira, diz que vai ligar ao diretor-geral da Polícia Federal, ensaia procurar o celular e começa a correr o olho pela biblioteca do Alvorada como se buscasse alguma coisa. Como não acha o aparelho, volta e diz: “Mais tarde eu ligo, mas falem mais”.

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O presidente, como a Polícia Federal confirmou, não cumpriu o que prometeu. Não ligou.

Depois de ser acionado no STF por prevaricação, o presidente fez circular a versão, reproduzida pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, de que pediu que o ex-minitro Eduardo Pazuello investigasse o caso.

 

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