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Comandantes militares e Defesa não podem intimidar CPI, diz PT

Partido se posicionou contra a reação dos militares a falas no Senado

Por Lucas Vettorazzo 8 jul 2021, 13h58

O Diretório Nacional do PT classificou a reação do Ministério da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas às falas na CPI da Pandemia como expedientes feitos para intimidar e blindar as investigações contra o governo de Jair Bolsonaro

Segundo a legenda, não cabe aos militares se comportarem como um “partido político” e tampouco atuarem para tutelar o estado democrático de direito garantido pela Constituição.

“Crimes cometidos contra a população têm de ser apurados, quer tenham sido cometidos por civis ou por militares, pois todos são iguais perante a lei”, diz nota assinada pelo diretório nacional e pela bancada do partido no Senado, divulgada na tarde desta quinta-feira, 8.

Para o PT, a manifestação das Forças Armadas em relação a questões políticas internas do legislativo federal é parte do “projeto autoritário de Bolsonaro” e suas constantes ameaças à democracia no país. 

“Ao estimular manifestações como esta por parte dos comandantes, Bolsonaro investe cada vez mais na indisciplina, na insubordinação e na politização inconstitucional tanto das Forças Armadas quanto das Polícias Militares e outras corporações”.

O partido, por fim, defendeu a legitimidade do Senado em conduzir a CPI da Pandemia e pediu que as forças democráticas brasileiras denunciem e repudiem a atitude dos militares.

Em nota divulgada na quarta à noite, em reação a uma fala do presidente da CPI, Omar Aziz, o ministério da Defesa e os chefes das forças afirmaram que não iriam “tolerar ataques levianos” dos parlamentares.  

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