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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Com ACM Neto e PT juntos, centrão pode virar ‘terceira via’ na Bahia

Máquina assistencial do governo Bolsonaro pode pavimentar candidaturas que ameacem a parceria entre petistas e o carlismo baiano

Por Robson Bonin Atualizado em 18 fev 2021, 14h45 - Publicado em 22 fev 2021, 08h30

Veja como não há caminho impossível na política. ACM Neto e o PT, que já foram inimigos políticos históricos, hoje estão na mesma canoa que tenta disfarçar as relações com Jair Bolsonaro no plano federal.

O PT é oposição oficial ao bolsonarismo, mas apoiou a eleição de Rodrigo Pacheco no Senado, o candidato do Planalto. ACM Neto saiu queimado do processo eleitoral na Câmara, após admitir que seu partido pode estar tanto na oposição quanto na chapa de Bolsonaro em 2022.

Dessa confusão, os caciques do centrão, que estão com Bolsonaro em Brasília e com o PT na Bahia, já começaram a sonhar. No atual cenário, o bolsonarismo, com toda a sua máquina assistencial no Nordeste, terá um candidato forte ao governo da Bahia no ano que vem. Poderá ser do DEM? Até poderá, se ACM mudar de novo seu discurso.

Se ACM ficar na oposição em 2022, a cabeça de chapa poderá ficar com alguém do PSD ou do PP, partidos que possuem nomes fortes no estado, caso do senador Otto Alencar.

A turma do centrão não gostou das conversas que teve com o PT em que o partido sinalizou com o retorno de Jaques Wagner ao governo baiano. Se Wagner tentar, há risco de aliados buscarem outros caminhos, com a ajuda de Bolsonaro, para quebrar o monopólio petista na máquina estadual. A conferir.

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