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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Chamada de burra, Dilma ganha de novo na Justiça

Petista foi chamada de burra por uma empresa de cursos de Minas Gerais

Por Robson Bonin Atualizado em 11 dez 2020, 17h05 - Publicado em 13 dez 2020, 10h14

Dilma Rousseff venceu outra vez, no TJMG, uma empresa de concursos que usou a imagem dela numa publicidade com a frase “como deixar de ser burro”. Vai levar mais de 60.000 reais. A empresa que terá de pagar a indenização tentou alegar que Dilma há havia até defendido “estocar vento” e que a punição seria, portanto, injusta. Não deu certo.

A ex-presidente teve a primeira decisão favorável no caso em maio. Ela foi alvo de um anúncio de uma empresa, a Estratégia Concursos, que associou sua imagem à burrice.

A publicidade do curso tentava atrair a clientela com o seguinte slogan: “Como deixar de ser burro e vencer as dificuldades no estudo”. Ao lado da frase, uma foto da petista. Do outro lado do anúncio, uma foto do bolsonarista Olavo de Carvalho, que faz o “contraponto” como supostamente inteligente.

Por causa da grosseria, Dilma acionou a empresa por danos morais e de imagem, solicitando 300.000 reais de reparação financeira e a devida retratação dos autores.

A empresa condenada argumentou que utilizou a imagem de Dilma na “vida pública” e não na esfera da “vida pessoal”. E que as pessoas públicas devem suportar o ônus de terem suas condutas e seus atos submetidos à publicidade e a críticas.

Na sua sentença, a juíza Gislene Mansur, de Minas Gerais, afirmou que a associação de Dilma ao conteúdo revelou-se “extremamente ofensivo à honra”. A juíza negou o pedido de retratação. Para ela, iria acarretar maior exposição de sua imagem, ao contrário do almejado. “Recrudescerá os danos à sua honra”, escreveu Mansur.

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