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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Caso do dinheiro na cueca prescreve e petistas escapam da Justiça

Episódio de assessor de deputado flagrado com 100 mil dólares no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, eclodiu na época do mensalão, em 2005

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 20 ago 2021, 20h13 - Publicado em 20 ago 2021, 20h06

Marcado como um dos escândalos da época do mensalão, o episódio dos dólares encontrados na cueca de um assessor do deputado José Guimarães (PT-CE) chegou a um fim nesta semana, dezesseis anos depois.

A Justiça reconheceu a prescrição do caso tanto para o parlamentar quanto para o assessor, José Adalberto Vieira da Silva, determinando a extinção de possibilidade de qualquer punição criminal devido à falta de provas.

A sentença foi assinada pelo juiz federal Danilo Fontenele Sampaio, da 11ª Vara Federal do Ceará.

Em 2005, o assessor de José Guimarães foi preso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com 200 mil reais numa mala de mão e 100 mil dólares escondidos em um saco de plástico dentro da cueca.

O caso levou à saída de José Genoíno — irmão de Guimarães — da direção do PT um dia depois do escândalo.

Para o advogado do deputado, Marcelo Leal, a decisão encerra definitivamente o caso.

“Depois de dezesseis anos o Estado não conseguiu comprovar nenhuma participação de José Guimarães, que já havia sido inocentado anteriormente em decisão perante o STJ. Esta decisão vem colocar fim a dezesseis anos de angústias e injusta condenação pública de alguém que sempre se mostrou inocente”, avalia o defensor.

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