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Cármen não tem pressa para decidir sobre pedido de Janot

Presidente do STF considera que representação do PGR gerou prejuízos não só ao ministro: ordem agora é esperar a poeira baixar

Por Gabriel Mascarenhas Atualizado em 11 Maio 2017, 13h40 - Publicado em 10 Maio 2017, 17h02

Cármen Lúcia não pretende se debruçar tão cedo sobre o pedido de impedimento de Gilmar Mendes nos casos de Eike Batista, apresentado por Rodrigo Janot.

A presidente do Supremo pode dar uma decisão monocrática ou levar a questão ao plenário. Não fará nada, porém, sem antes conversar pessoalmente com Gilmar, de quem ela é próxima.

Isso só deve ocorrer na semana que vem. A batida de martelo tende a dormitar por pelo menos cerca de dez dias.

Na avaliação da ministra, a representação de Janot não foi positiva para ninguém. Por um lado, trouxe de novo à superfície a atuação da mulher de Gilmar, a advogada Guiomar Mendes, no STF.

Mas também sobrou para o PGR, uma vez que, na esteira da situação do casal Gilmar-Guiomar, vieram à baila os vínculos de trabalho de filha de Janot, que advoga para empresas destacadas da Lava Jato.

Cármen está focada em apenas uma coisa: deixar a poeira baixar para, só então, despachar solitariamente ou compartilhar o pepino com os colegas no plenário.

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