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Candidato, Pacheco entra oficialmente para lista de inimigos de Bolsonaro

Presidente do Senado se apresenta como o nome para conduzir a 'reconstrução do Brasil' que será deixado por Jair Bolsonaro

Por Robson Bonin 24 nov 2021, 15h01

Chefe do Legislativo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, confirmou há pouco, num duro discurso no evento do PSD, que estará de “corpo e alma” no projeto presidencial de 2022. Bateu no extremismo e no radicalismo, na política de ódio e sem inteligência que tem arruinado o Brasil.

Não falou o nome de Jair Bolsonaro. Nem precisava.

Ao se lançar candidato, o chefe do Congresso entra oficialmente para a lista de inimigos do presidente. Ainda que se diga louco para pular fora da Presidência, Bolsonaro vai se filiar ao PL de Valdemar Costa Neto para disputar um novo mandato. Mais refém do centrão do que nunca, o presidente precisará aprovar matérias no Parlamento para tentar chegar ao pleito do próximo ano com alguma chance eleitoral.

Agora, não pode mais ignorar que terá um adversário direto na disputa pelo caminho da agenda legislativa. Bolsonaro não conseguirá repetir no Senado — como já não vem conseguindo, diga-se — a aliança simpática e empenhada que construiu com Arthur Lira.

Só resta a Bolsonaro, a partir de agora, ampliar a rede de ataques ao chefe do Senado para tentar pregar em Pacheco o rótulo de oportunista político que poderá usar a pauta do Congresso para enfraquecer o projeto de reeleição palaciano.

Para o país, o surgimento da candidatura de Pacheco apresentará um novo caminho na discussão de políticas de socorro aos milhões de vulneráveis que dependem de um auxílio social ainda em formatação.

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Bolsonaro sonhava em ser o pai do novo auxílio, mas terá que dividir com Pacheco e outros tantos o bolo. Afinal, o chefe do Parlamento já mostrou que irá assumir a agenda de reconstrução do país.

“O Brasil precisa de homens e mulheres cientes de suas responsabilidades nesse ano de 2021 para enfrentarmos os problemas reais que envolvem precatórios, Bolsa Família, responsabilidade fiscal, geração de empregos. Em relação ao ano de 2022, será um ano eleitoral. Todos nós queremos que as eleições aconteçam, e elas acontecerão (…) e será um momento mágico, próprio, da expressão mais pura da soberania de um povo, que é o sufrágio universal, que é a eleição. E essa escolha será feita de forma inteligente, reflexiva. O Brasil está bem? Está num caminho bom? Está se apresentando como uma nação com desenvolvimento econômico, com crescimento do PIB, com combate ao desemprego? Definitivamente não está. E nós precisamos ter alternativas, para que possamos ter, aquilo que Kassab gosta de dizer, uma ‘mudança tranquila’. Convocado a esta missão de servir o PSD, eu o faço na condição de presidente do Senado e, em relação às eleições de 2022, eu repito: estarei de corpo, alma, mente e coração a serviço do partido e a serviço do Brasil”, disse Pacheco.

“Esse planejamento de ações sinalizado desde já por uma carta e uma manifestação partidária, referendada unanimemente neste evento, é o início de um caminho, de uma reconstrução para o Brasil”, segue o senador.

 

Se o país precisa ser reconstruído, e porque quem está no comando não fez o que deveria. A guerra vai começar.

 

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