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Câmara troca gritos de genocida contra Bolsonaro por ‘tumulto no recinto’

As dezenas de xingamentos da oposição contra o presidente na sessão de ontem não aparecem nas notas taquigráficas

Por Evandro Éboli Atualizado em 4 fev 2021, 11h37 - Publicado em 4 fev 2021, 12h20

Jair Bolsonaro discursou durante 15 minutos ontem na sessão solene de entrega da Mensagem do Executivo ao Congresso Nacional.

Ao ser anunciado por Rodrigo Pacheco até o final de seu discurso, o presidente da República foi alvo de 6 intervenções da oposição que estava no plenário e que o xingou de “genocida”, pelo menos 35 vezes, e de “fascista”, 17 vezes no mínimo. Além de outras denominações.

Esses xingamentos eram perfeitamente audíveis e límpidos para quem acompanhava a sessão.

Mas foram omitidos na transcrição oficial das notas taquigráficas no site da Câmara.

Esses momentos de gritos contra Bolsonaro foram trocados por “tumulto no recinto”. Aparecem 6 vezes nas notas essa expressão, às vezes acompanhado de um “soa a campainha”, uma tentativa de se pedir silêncio.

Após os primeiros gritos contra Bolsonaro, Rodrigo Pacheco tentou colocar pano quente com argumentos de que o país precisa de “pacificação”. Mas não vingou. Deputados da esquerda seguiram xingando o presidente.

Bolsonaro foi aplaudido pelo menos 9 vezes, demonstrado nas “palmas”, nas notas taquigráficas. Uma delas quando reagiu à oposição e marcou um “encontro” em 2022, quando tentará a reeleição.

Abaixo, trecho com o “tumulto no recinto” nas notas taquigráficas.

Nota taquigráficas
///Reprodução
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