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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bolsonaro levou Pazuello a ‘motociata’ para irritar CPI, diz aliado

Provocação pode custar a carreira militar do ex-ministro da Saúde, ainda general da ativa do Exército

Por Gustavo Maia 24 Maio 2021, 11h30

Um dos organizadores da “motociata” realizada no Rio de Janeiro neste domingo, revelou ao Radar, em reservado, que o presidente Jair Bolsonaro resolveu levar a tiracolo o general Eduardo Pazuello — sem máscara — para irritar os membros da CPI da Pandemia no Senado, que investiga os desmandos do seu governo no enfrentamento à Covid-19.

Ou seja: Bolsonaro achou por bem usou o seu ex-ministro da Saúde na guerra política contra os parlamentares, mesmo que isso pudesse significasse o fim da carreira militar do subordinado — que ainda serve na ativa do Exército, como adido na Secretaria-Geral da corporação, e deve ser forçado a ir para a reserva.

Segundo o mesmo interlocutor do presidente que estava na manifestação bolsonarista, o presidente ficou feliz com a repercussão da sua provocação no meio político. Tudo indica que o ex-ministro, que já depôs à CPI por dois dias na semana passada, deverá ser reconvocado a responder na comissão nesta quarta.

Sobre Pazuello, o aliado de Bolsonaro conta que o general já sabia que seus dias estavam contados no Exército e não estava mais “nem aí” para as implicações da sua transgressão. Em outra expressão menos polida, o general estava “pouco se f…”.

Na manhã desta terça, um assessor especial de Bolsonaro divulgou nas redes sociais um vídeo de Pazuello sendo cumprimentado por apoiadores no ato de domingo e escreveu: “Acho que a CPI está conseguindo um efeito contrário do que eles imaginavam. O pessoal está idolatrando o General Pazuello”.

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