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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bolsonaro é o maior culpado pelas mortes na pandemia, diz pesquisa

Instituto perguntou a 2.258 brasileiros: 'Quem é o maior responsável pelas mortes causadas pelo coronavírus no Brasil?' Veja os números

Por Robson Bonin - Atualizado em 22 Maio 2020, 09h34 - Publicado em 22 Maio 2020, 06h02

O Brasil passou nesta quinta da triste marca dos 20.000 mortos na pandemia de coronavírus. Só nas últimas 24 horas, foram 1.188 brasileiros vencidos pela doença. Desde a primeira morte, Jair Bolsonaro recusou-se a assumir o papel de líder na guerra ao vírus.

Até se deixar vencer pelo ciúme, Bolsonaro delegou a liderança do combate ao coronavírus a Luiz Henrique Mandetta. Depois, percebendo que a crise implodiria seu projeto de reeleição, passou a boicotar o trabalho do ministro, que defendia as medidas de isolamento social contra o avanço das infecções. Não houve um dia na crise em que o presidente não boicotasse, minimizasse ou manifestasse desprezo pelas ações adotadas na crise.

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Gripezinha, histeria, resfriadinho, churrasco, passeio de jet-ski, e o ponto alto, o “e daí”. Essa sequência de atos do líder que se recusou a liderar começou a se materializar em números.

Levantamento concluído nesta semana, quando o país entrou para o clube dos países com mais de 1.000 mortes diárias na pandemia, mostra que Bolsonaro é identificado pelos brasileiros como o grande responsável pelas mortes dos brasileiros.

Entre os dias 15 e 19, o Instituto Paraná Pesquisas perguntou a 2.258 brasileiros das 27 unidades da federação: “Em sua opinião, quem é o maior responsável pelas mortes causadas pelo coronavírus no Brasil?”

Bolsonaro foi apontado como o grande responsável por 35,1% dos entrevistados. Em segundo nas citações estão os governadores, lembrados por 12,7% dos entrevistados.

O STF (5,6%) e o Congresso (3,2%), inimigos do bolsonarismo, aparecem bem abaixo e até a China, alvo dos ataques de Eduardo Bolsonaro, do chanceler Ernesto Araújo e de Abraham “Cebolinha” Weintraub, foi citada por 4%, nem perto do resultado de Bolsonaro.

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