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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bolsonaro diz que será o último a se vacinar e que não tomará CoronaVac

Presidente contraria recomendação do Ministério da Saúde sobre imunizantes

Por Lucas Vettorazzo Atualizado em 4 ago 2021, 14h11 - Publicado em 4 ago 2021, 12h46

O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer há pouco, durante uma entrevista a uma rádio do Rio Grande do Norte, que será o último brasileiro a se vacinar. 

Segundo ele, não faria sentido o presidente “passar na frente” na fila de imunização enquanto tem tanta “gente apavorada” para tomar a vacina logo e com medo do vírus no Brasil. 

Apesar de dizer que não está imunizado, o presidente impôs sigilo de 100 anos em relação a sua carteira de vacinação em janeiro.  

O presidente disse ainda que, quando for se vacinar, não irá tomar a CoronaVac, que é a vacina produzida pelo Instituto Butantan de São Paulo com tecnologia da chinesa Sinovac. 

Segundo estudo chileno divulgado nesta terça-feira, 3, a CoronaVac é 86% eficaz na prevenção de hospitalizações por Covid-19. 

Ele não chegou a dizer textualmente que rejeita a CoronaVac, mas disse que não tomaria “a vacina de São Paulo”. 

Bolsonaro disse que o imunizante não é aceito nos Estados Unidos e em países da Europa e que precisaria de uma vacina que lhe desse acesso a outros países, já que viaja muito ao exterior. Ele deu a entender que buscará as vacinas da Janssem, de dose única, ou da Pfizer e AstraZeneca. 

A escolha de qual imunizante tomar contraria recomendação do Ministério da Saúde que afirma que todas as vacinas disponíveis para aplicação no Brasil são eficazes e seguras. A rejeição dessa ou daquela vacina atrasa o processo de imunização geral da população. 

 

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