Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia
Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Bolsonaro brinca com o coronavírus ao convocar manifestações

Pensando apenas em tirar proveito do fanatismo de alguns seguidores, presidente chama atos no dia 15; mundo cancela eventos coletivos por medo do vírus

Por Robson Bonin Atualizado em 7 mar 2020, 19h01 - Publicado em 7 mar 2020, 18h58

No mundo inteiro, chefes de Estado das principais nações estão envolvidos no combate ao avanço do coronavírus. Grandes eventos foram cancelados dos Estados Unidos ao Japão. Até o Papa julgou prudente rezar missas pela televisão a atrair milhares de fiéis à Praça de São Pedro, no Vaticano.

No Brasil, Jair Bolsonaro resolveu envolver-se com o tema nesta sexta, depois de o vírus já ter se instalado no sofá da sala de seu governo. Pior.

O presidente em vez de sentar com seus auxiliares e revisar o calendário de grandes eventos para evitar riscos de propagação da doença, resolveu convocar ele mesmo o povo a se aglomerar no próximo dia 15 para protestar contra o inimigo invisível de seu governo.

A irresponsabilidade do presidente e o desinteresse pelo trabalho político de governar faz com que ele brinque com o perigo ao colocar sua população exposta ao risco global do coronavírus para servir de instrumento de pressão aos poderes.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não tem nada a dizer?

Continua após a publicidade
Publicidade