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Bloqueio determinado por Bretas a Eike e filhos atinge R$ 1,6 bilhão

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Por Ernesto Neves - Atualizado em 8 ago 2019, 12h37 - Publicado em 8 ago 2019, 11h18

Na decisão judicial que levou à nova prisão de Eike Batista nesta quinta (8), o juiz Marcelo Bretas determina o arresto de R$ 1,6 bilhão a Eike e aos filhos Thor e Olin.

Bretas especifica que R$ 800 milhões são por danos morais e R$ 800 milhões por danos materiais.

Dessa vez, Eike é investigado por manipulação no mercado de capitais.

A Força-Tarefa da Lava-Jato afirma que o esquema era mantido através do banco TAI, sediado no Paraná.

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“As ordens de compra de ativos são recebidas no Rio de Janeiro. De lá, tais ordens são transmitidas por pessoas ligadas ao banco paralelo TAI, sediado no Panamá, as corretoras que operam diversas bolsas de valores, como São Paulo, Canadá, Irlanda e Estados Unidos. Posteriormente, as operações são liquidadas pela conta da TAI no Credit Suisse das Bahamas”, explica o pedido de prisão.

De acordo com as investigações, entre 2010 e 2013, foram manipulados os mercados de ações e bonds de diversas empresas, entre elas a Ventana Gold Corp.

Essa empresa era utilizada pretexto para encobrir o repasse ilícito de recursos ao ex-governador Sérgio Cabral.

“No total, foram movimentados mais de R$ 800 milhões”, afirmam os procuradores da Lava-Jato.

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