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Aziz diz que é preciso não se precipitar após mensagem que citou Michelle

Presidente da CPI da Pandemia pregou responsabilidade, sensatez e equilíbrio depois de o Radar revelar menção à primeira-dama por Luiz Paulo Dominguetti

Por Gustavo Maia 12 jul 2021, 21h24

Diante da revelação do Radar de que o cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominguetti citou a primeira-dama Michelle Bolsonaro em mensagens sobre a negociação de vacinas contra a Covid-19, o presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz, afirmou que é preciso não se precipitar em apontar o dedo antes de se ter provas do envolvimento de qualquer pessoa em supostos crimes.

O senador disse ainda que “desonestos de plantão” podem facilmente citar familiares em processos de lobby para aplicar seus golpes, e que já foi vítima disso.

“O nome da primeira-dama Michelle Bolsonaro surgiu hoje citado por um investigado na CPI da Pandemia. Eu sei o quanto é fácil para os desonestos de plantão citarem familiares em processos de lobby para mostrar ‘intimidade’ com o poder e aplicar seus golpes. Já fui vítima disso”, escreveu Aziz.no Twitter.

“É preciso responsabilidade para se chegar a verdade e não se precipitar em apontar o dedo antes de se ter provas do envolvimento de qualquer pessoa nos crimes que afloram nas investigações. Sensatez e equilíbrio são características dos justos. E é por esse caminho que vamos seguir. Boa noite a todos”, concluiu o presidente da CPI.

Mais cedo, o Radar revelou que, numa conversa registrada em 3 de março, Dominguetti falou com um interlocutor identificado como Rafael Compra Deskartpak sobre a operação em curso, naqueles dias, para que o grupo chegasse até o presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

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Como a CPI já descobriu, o reverendo Amilton Gomes de Paulo atuou para aproximar os supostos vendedores de vacina do gabinete presidencial. Ele entrou na empreitada por ser próximo da primeira família.

Nas novas mensagens, Dominguetti comenta assustado sobre os avanços do reverendo. “Michele (sic) está no circuito agora. Junto ao reverendo. Misericórdia”, escreve.

O interlocutor se mostra incrédulo diante do nome da primeira-dama. “Quem é? Michele Bolsonaro?”

E Dominguetti retorna: “Esposa sim”.

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