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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Auxiliares de Bolsonaro desistem de tentar moderá-lo no Planalto

Leitura é de que o presidente retomou cruzada radical que marcou boa parte de seu mandato até aqui

Por Robson Bonin Atualizado em 21 jan 2021, 18h43 - Publicado em 22 jan 2021, 06h02

Depois da surra de João Doria no Planalto nessa guerra da vacina, a semana foi de reflexão no time de Jair Bolsonaro.

A principal: o presidente regrediu na moderação: reabriu o cercadinho do Alvorada, voltou a atacar o STF e a ameaçar a democracia, além de apostar contra a ciência.

Ninguém vai dizer em voz alta, mas importantes auxiliares de Bolsonaro já jogaram a toalha. O presidente não se deixará moderar. Se o governo der certo daqui para frente, dará apesar do presidente, não por sua colaboração e empenho.

“Bolsonaro está rodeado de bajuladores. As pessoas dispostas a desagradá-lo com verdades inconvenientes sumiram”, diz um aliado.

É basicamente o que ocorreu com Dilma Rousseff em determinado momento do governo. Um descolamento da realidade alimentado pela gigantesca estrutura da Presidência, voltada para deixar o mandatário em segurança, mas também alheio ao calor das ruas.

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