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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Após polêmica, Aras diz que Constituição não admite intervenção militar

PGR explicou posicionamento sobre o artigo 142 e disse que Forças Armadas preservam a democracia

Por Mariana Muniz - 2 Jun 2020, 17h27

Depois de afirmar em entrevista ao jornalista Pedro Bial que “o artigo 142 estabelece que as Forças Armadas devem garantir o funcionamento dos Poderes constituídos, essa garantia é no limite da garantia de cada Poder”, o procurador-geral da República emitiu uma nota para dizer qual é sua interpretação do dispositivo.

O posicionamento do PGR na entrevista pegou mal no meio jurídico, inclusive entre ministros do STF.

“A Constituição não admite intervenção militar. Ademais, as instituições funcionam normalmente. Os Poderes são harmônicos e independentes entre si. Cada um deles há de praticar a autocontenção para que não se venha a contribuir para uma crise institucional. Conflitos entre Poderes constituídos, associados a uma calamidade pública e a outros fatores sociais concomitantes, podem culminar em desordem social”, explicou o PGR na nota.

Aras disse ainda que Forças Armadas existem para a “defesa da pátria, para a garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de quaisquer destes, para a garantia da lei e da ordem, a fim de preservar o regime da democracia participativa brasileira”.

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