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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Alvo de buscas, governador de SC ofereceu celular voluntariamente

Em junho, advogados de Carlos Moisés colocaram aparelhos e documentos à disposição do STJ e da PGR

Por Mariana Muniz - Atualizado em 2 out 2020, 13h08 - Publicado em 2 out 2020, 11h28

Alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira, o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, colocou à disposição do STJ — no dia 30 de junho, portanto três meses atrás — os extratos bancários, aparelho celular e “qualquer outra informação”. 

A operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ, teve como foco justamente os aparelhos de telefone celular do governador do PSL, investigado pela PGR por suspeita de prática de corrupção na compra de respiradores para auxiliar na crise do coronavírus.

No documento apresentado ao STJ em junho, porém, os advogados de Moisés dizem que o governador “se coloca à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos (em Brasília ou em Florianópolis), inclusive por meio da entrega espontânea de documentos, a exemplo de declarações de imposto de renda e extratos bancários seus e de seus familiares, de seu aparelho de telefonia móvel bem como de quaisquer outra informações”.

Como o Radar mostrou nesta quarta-feira, a decisão de Benedito Gonçalves autorizando a operação — que menciona a urgência das medidas — foi tomada no último dia 10 de setembro, 20 dias antes da deflagração das medidas.

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