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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Aliados dizem que Bolsonaro só se filiará em partido que tenha ‘máquina’

Até um dos filhos do presidente reconheceu recentemente que o pai precisará de dinheiro e de estrutura política para tentar a reeleição

Por Robson Bonin Atualizado em 12 Maio 2021, 13h58 - Publicado em 13 Maio 2021, 08h28

Numa conversa recente com aliados do Planalto, o senador Flávio Bolsonaro explicou o que se passa na cabeça do pai dele nessa indefinição sobre qual partido se filiar para disputar a reeleição.

Bolsonaro precisa de um partido com máquina, com estrutura e fundo partidário para bancar uma campanha política que atenda ao seu novo perfil político e o de seus aliados.

Por “novo perfil” entenda-se, claro, velho perfil. O bolsonarismo que saiu das urnas como nova política é hoje o representante dos velhos partidos e caciques. Até Valdemar Costa Neto surgiu outro dia numa cerimônia de Bolsonaro no Planalto. Muito deputado que se elegeu defendendo a Lava-Jato e novas posturas no Congresso terá em 2022 dificuldades de manter o mandato. O mesmo raciocínio vale para Bolsonaro.

O presidente irá para a campanha sem o discurso de defesa da Lava-Jato — ele foi o presidente que disse ter orgulho de ter acabado com a operação –, como inimigo de Sergio Moro e de outros bolsonaristas arrependidos, que foram bons puxadores de votos em 2018, e sem o discurso da nova política. A mamata, que iria acabar segundo o discurso eleitoral, não acabou.

Para conquistar mais quatro anos de mandato, portanto, o bolsonarismo vai precisar de dinheiro para fazer campanha. Daí a procura de um partido com “máquina”.

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