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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Além de Sara, há ordens de prisão do STF contra outros cinco bolsonaristas

Prisões de líderes dos atos golpistas foram solicitadas pela PGR no âmbito do inquérito que investiga os atos bolsonaristas

Por Robson Bonin Atualizado em 15 jun 2020, 10h15 - Publicado em 15 jun 2020, 09h35

Como o Radar vinha mostrando nos últimos dias, o cerco contra Sara Winter se fechou nesta segunda, com a ordem de prisão solicitada pela PGR ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito que investiga os atos antidemocráticos.

Além da prisão de Sara, pedida pelo vice-procurador-geral da República Humberto Jacques, outros cinco bolsonaristas que lideram os movimentos golpistas de apoio a Bolsonaro e a favor do fechamento do STF e do Congresso, no chamado grupo 300 Brasil, são alvos de mandados de prisão nesta segunda.

O objetivo das prisões temporárias é ouvir os investigados e reunir informações de como funciona o esquema criminoso”, diz a PGR.

Na semana passada, o Radar revelou que Moraes havia autorizado uma nova leva de ações da PGR contra os investigados no inquérito dos atos antidemocráticos. Diligências vinham sendo cumpridas em sigilo nos últimos dias e mais gente, como confirmado hoje, recebeu a visita do “Uber black” da Polícia Federal.

Como o Radar mostrou na semana passada, na PGR, os investigadores que monitoram os passos dos radicais bolsonaristas investigados no inquérito dos atos golpistas diziam dizem que duas figuras se destacavam em periculosidade e em prioridade na preparação de medidas mais duras.

A influencer Sara Winter, presa nesta segunda, e o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), haviam radicalizado seus discursos — quase sempre com apelo armamentista. O deputado, que não é, até o momento, confirmado na lista de alvos da operação desta segunda, defendeu descarregar a arma contra opositores, além de colecionar ameaças a adversários políticos nas redes.

Na edição de VEJA que está nas bancas, o Radar mostra que o ministro Alexandre de Moraes, ameaçado por Sara, listou num despacho de seis páginas crimes de injúria e ameaça e três artigos previstos na Lei de Segurança Nacional. As penas somadas vão de 7 a 22 anos de prisão. Veja a lista:

Relator do inquérito das fake news, que investiga o gabinete do ódio bolsonarista, Moraes expediu mandados de busca contra Sara Winter e outros aloprados investigados por financiar e executar ações contra o STF e a democracia.

Depois de receber a Polícia Federal em casa, Sara Winter ameaçou Moraes. Entra as coisas publicáveis, ela disse o seguinte: “A gente vai descobrir os lugares que o senhor frequenta. A gente vai descobrir quem são as empregadas domésticas que trabalham pro senhor. A gente vai descobrir tudo da sua vida… até o senhor pedir para sair. Hoje o senhor tomou a pior decisão da vida do senhor”.

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