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Ala política do governo procura nome para lugar de Ramos

Ministro entrou em atrito com colegas da Esplanada ao pressionar por cargos a indicados de parlamentares -- tudo sem combinar com os líderes do governo

Por Robson Bonin Atualizado em 23 out 2020, 11h51 - Publicado em 23 out 2020, 11h16

É crítica a situação de Luiz Eduardo Ramos no Planalto. Os ataques abertos do ministro Ricardo Salles ao general da Secretaria de Governo são apenas uma parte da crise que ronda o gabinete de Ramos.

Nos últimos dias, Ramos entrou em atrito com outros ministros graúdos do governo por fazer pressão para empregar indicados políticos de parlamentares em cargos na Esplanada.

A situação, além de provocar reclamações diretas dos ministros contra Ramos, mexeu com a base política de Bolsonaro no Congresso. A operação de Ramos para manter o toma lá dá cá de cargos não teria sido combinada com o líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros.

No palácio, o que se diz é que Ramos teme perder espaço para Barros e por isso atua pelas contas dos líderes do Parlamento.

A relação anda tão complicada que os aliados de Bolsonaro já levaram ao Planalto um nome para substituir Ramos. O presidente do TCU, José Múcio Monteiro, que tem a amizade e admiração de Bolsonaro é o escolhido.

Ramos só não rodou até agora por sorte. É que Múcio, numa conversa recente com Bolsonaro, disse ao presidente que não poderia aceitar a oferta de emprego, já que decidiu sair da vida pública ao se aposentar no fim do ano.

“Nesse ministério você só produz uma coisa: uma coleção de ex-amigos”, disse Múcio a um amigo.

A operação para demitir Ramos, no entanto, continua. Será que Bolsonaro vai rifar o general?

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