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Advogado cobrava para liberar pagamento no governo Witzel

Preso em operação da PF, Wagner Bragança é apontado como intermediário de Pastor Everaldo

Por Mariana Muniz Atualizado em 15 dez 2020, 16h48 - Publicado em 15 dez 2020, 13h32

Preso na operação da Polícia Federal contra desvios na saúde do Rio de Janeiro, o advogado Wagner Bragança é apontado pela Procuradoria-Geral da República como o intermediário do esquema liderado pelo Pastor Everaldo — presidente do PSC, partido do governador afastado.

A operação desta terça-feira, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, teve como base elementos apresentados na delação premiada do ex-secretário de Saúde do estado Edmar Santos.

De acordo com as investigações, Bragança cobrava para liberar pagamentos dos “restos a pagar” no governo de Wilson Witzel e em administrações anteriores do Rio.

Ainda segundo os investigadores, Bragança recebia honorários para pedir administrativamente a liberação dos restos a pagar — dos 20% que recebia, 13% dava pro grupo criminoso.

Durante o governo de Witzel, o advogado teria se beneficiado de um decreto de março de 2019 que criou uma comissão de avaliação dos restos a pagar, com a intensão de filtrar pagamentos. A norma teria flexibilizado a análise da comissão.

No pedido apresentado ao STJ, a PGR credita a publicação deste decreto a uma pressão do Pastor Everaldo, que está preso desde agosto em Bangu.

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