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A tese do BBM

Os advogados de defesa dos empreiteiros vão usar nas próximas petições o depoimento de ontem do agente da Polícia Federal Rodrigo Prado na Justiça do Paraná. Ele revelou que a PF tem um software chamado BBSAC que gerencia e monitora a troca de informações com a RIM, responsável pela Blackberry. A operadora foi usada por […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 01h59 - Publicado em 4 mar 2015, 07h04
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Youssef: mensagens por Blackberry

Os advogados de defesa dos empreiteiros vão usar nas próximas petições o depoimento de ontem do agente da Polícia Federal Rodrigo Prado na Justiça do Paraná. Ele revelou que a PF tem um software chamado BBSAC que gerencia e monitora a troca de informações com a RIM, responsável pela Blackberry. A operadora foi usada por Alberto Youssef em conversas com investigados na operação Lava-Jato.

O correto, apontam os advogados de defesa dos empreiteiros, seria a PF não ter esse contato direto com a RIM para receber as conversas entre os envolvidos. Deveria ser seguido o seguinte procedimento segundo um tratado bilateral entre Brasil e Canadá: a procuradoria-geral de Justiça envia o pedido para o governo canadense que pede à RIM todos os dados. Este software, apontam os advogados, não pode ser auditado o que torna falsificações possíveis.

Ainda que o argumento seja correto tecnicamente, difícil acreditar que algum juiz – com o clamor da opinião pública por punições – anule a Lava-Jato com esta tese.

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