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A saia-justa da ministra da Agricultura em formatura na qual foi paraninfa

Formanda diz, em discurso, que governo é a cara da bancada ruralista; Tereza Cristina reage: "democracia dá voz a todos que discordam"

Por Evandro Éboli Atualizado em 30 jul 2020, 19h13 - Publicado em 14 jan 2020, 16h40

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, foi paraninfa na manhã desta terça-feira de uma turma de formandos da Esalq, da USP, que ministra cursos na área de agricultura, em Piracicaba.

E passou por uma saia-justa. Uma das formandas, Nara Perobelli, criticou sua gestão no ministério e as políticas do governo para essa área.

“Passamos de quatro a sete anos aqui ouvindo sobre o agronegócio, que é tech, que é pop, que é tudo. Mas tenha certeza que a senhora e o governo representam um modelo que é a cara da bancada ruralista. Fundamentado no capital e na desigualdade, que em 2019 gerou incêndios de proporções assustadoras, que prendeu e matou ambientalistas, quilombolas, indígenas, mulheres, negros. E buscou silenciar os cientistas e professores e todos que denunciaram esse tipo de agricultura”, disse a estudante, na frente da ministra.

A formanda disse ainda que a escolha de Tereza Cristina para paraninfa não foi democrática.

A ministra reagiu num tom tranquilo, e disse que o discurso da formanda é parte da democracia.

“Vivemos num país democrático. Sou deputada federal antes de ser ministra. Democracia pode dar voz a todos que discordam. Essa é a beleza da democracia. Você é muito jovem. A ideologia de cada um – cada um tem a sua – é a beleza da democracia. De expressar livremente o seu pensamento, apesar de não concordar plenamente com ele. Apesar de não te representar, fico feliz de ter sido escolhida por parte dos alunos dessa escola”.

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