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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Evandro Éboli, Mariana Muniz e Manoel Schlindwein. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

A hora da guerra da vacina entre Doria e Pazuello se aproxima

General ameaça tirar doses da CoronaVac de São Paulo, que promete resistir até que o governo federal mostre um plano coerente de vacinação

Por Robson Bonin Atualizado em 11 jan 2021, 07h31 - Publicado em 11 jan 2021, 06h03

Eduardo Pazuello fala grosso quando o assunto é a CoronaVac, a vacina do Instituto Butantan que João Doria planeja começar a aplicar no dia 25.

Como chefe do Ministério da Saúde, Pazuello diz que as doses da vacina da China, as que já estão em território nacional justamente pelo trabalho do governo de São Paulo, serão todas administradas pelo governo federal.

A fala do general não mete medo no governador tucano, que já avisou: nenhuma dose da vacina sairá de São Paulo até que Pazuello faça o dever de casa e divulgue em detalhes como será feito o Plano Nacional de Imunização.

A decisão da semana passada de Ricardo Lewandowski, vetando o avanço de Pazuello sobre os estoques de seringas do governo de São Paulo, por exemplo, é uma prova de como será difícil a luta do ministro de Bolsonaro para tirar o ouro das mãos de Doria.

Sem explicar direitinho como distribuirá as doses de vacina, Pazuello só colocará a mão nos estoques de São Paulo com uma ordem judicial na mão e uma viatura da Polícia Federal na porta do Instituto Butantan.

Doria está disposto a abrir guerra com o general para manter em São Paulo o número de doses proporcional ao tamanho do problema enfrentado pelo estado, líder de mortes e infecções na pandemia.

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