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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

32 anos depois, Paim decreta fim de sua passagem pelo Senado

Senador petista diz que o atual mandato, que termina em 2026, será seu último na Casa: 'Dei minha contribuição'

Por Laísa Dall'Agnol Atualizado em 25 nov 2021, 14h20 - Publicado em 25 nov 2021, 14h30

Eleito sucessivamente para cargos Legislativos desde 1986, o senador Paulo Paim (PT-RS) pretende encerrar a carreira política ao fim do atual mandato, em 2026.

Autor de leis como o Estatuto do Idoso, da Igualdade Racial e da Pessoa com Deficiência — e defensor da pauta das cotas raciais e dos direitos dos aposentados –, o parlamentar gaúcho diz que é hora de “passar o bastão”.

“Vou completar 40 anos de Parlamento, tive dezenas de leis da questão racial aprovadas e apresentei mais de mil projetos. Dei a minha contribuição e agora é meu último mandato, não concorro mais. A juventude que está chegando é quem deve ocupar esse espaço”, diz Paim.

O senador espera ver crescer o número de parlamentares negros na Câmara e no Senado, e diz que deseja que a proporção no Legislativo seja cada vez mais próxima dos mais de 56% de população negra no Brasil.

“Quero ver o dia em que vamos ter equilíbrio nas Casas que representam o povo brasileiro, que é o Congresso, que haja um número parecido ou igual de negros, brancos e índios”, diz.

Na última semana, o Plenário do Senado aprovou o projeto de autoria de Paulo Paim que tipifica a injúria racial como crime de racismo. A proposta também aumenta a pena para o crime e, agora, será analisada pela Câmara.

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