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Volta do estrangeiro abre porta de saída para investidores institucionais

Fundos estão aproveitando alta da liquidez no mercado para se desfazer de posições em determinadas empresas

Por Machado da Costa 20 nov 2020, 12h47

Os investidores estrangeiros parecem estar decididos a voltar a aplicar recursos no Brasil — ao menos é o que indica a entrada líquida de 25 bilhões de dólares, registrada até 18 de novembro. Para um único mês, este saldo já é a maior entrada líquida de recursos estrangeiros na bolsa na história.

E este movimento casou com um outro, iniciado por investidores institucionais, de se desfazer de algumas posições relevantes. Por exemplo, esta semana o BNDES vendeu importante parte de sua posição na Vale — cerca de 16%. Sem um investidor estrangeiro, não haveria liquidez suficiente para absorver tamanha venda sem uma desvalorização abrupta do papel. Está acontecendo algo semelhante na desova que o Itaú está causando nas ações da International Meal Company (IMC), dona das redes Pizza Hut, KFC e Frango Assado no Brasil. De duas semanas para cá, o fundo Phoenix, gerido pela Itaú Asset, saiu de uma posição de 25% para 7% no capital social do grupo. Os papeis se mantiveram estáveis, apesar da baixa liquidez da ação.

A volta do “gringo” é importantíssima sob diversos aspectos da economia brasileira. Seu interesse afeta o câmbio, desempenho das empresas e fortalece o mercado de capitais. Resta torcer para que o retorno dos estrangeiros se mantenha.

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