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Vetos às desonerações devem ser derrubados no Congresso

Governo diz não haver espaço fiscal para acomodar os benefícios, mas parlamentares exigem extensão após falta de acordo na reforma tributária

Por Machado da Costa, Victor Irajá - Atualizado em 28 set 2020, 17h37 - Publicado em 28 set 2020, 17h29

Desde que Paulo Guedes, ministro da Economia, recomendou a Jair Bolsonaro vetar a extensão das desonerações para 17 setores e igrejas para 2021, a relação dele com o Congresso piorou radicalmente. A aposta era conseguir emplacar a reforma tributária e utilizar a nova CPMF para custear o extinção destes impostos. Não deu. A reforma tributária dificilmente sairá em 2020 e os congressistas vão reavivar as desonerações.

Um dos líderes do governo diz que foi um acordo, mas na verdade o ministro da Economia foi atropelado. Sem acordo para a tributária, os parlamentares vão derrubar os dois vetos presidenciais que acabavam com essas desonerações. Assim, os benefícios fiscais serão prorrogados por um ano. A conta beira 15 bilhões de reais. Um dos motivos para os vetos é que não havia previsão orçamentária para mantê-los, o que poderia colocar Jair Bolsonaro na rota de um processo de improbidade administrativa. Segundo esta liderança, isto está equacionado.

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