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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

VEJA Mercado: Ações da Azul disparam mesmo com Latam negando estar à venda

Analistas do Bradesco BBI disseram em relatório que a compra da Latam Brasil pela Azul é "muito provável", mas companhia rechaça acordo

Por Diego Gimenes 7 jun 2021, 17h28

Façam suas apostas (de novo): o assunto desta segunda-feira, 7, na bolsa de valores foi a recomendação de compra das ações da Azul feita pelos analisas do Bradesco BBI. Assim como foi há quase um ano, em julho de 2020, os especialistas do banco voltaram a apostar na aquisição das operações da Latam Brasil pela Azul. “Muito provável”, disseram Victor Mizusaki e Pedro Fontana, que assinam o relatório enviado aos clientes no último domingo, 6. Eles acreditam que a Azul formalizará uma proposta em até 90 dias. As ações da companhia subiram quase 6% na bolsa, a maior alta do dia, ignorando o  aviso taxativo da Latam: não estamos à venda.

“A Latam Brasil não está à venda e tampouco faz sentido este movimento para o Grupo. A empresa ressalta que as análises que estão sendo veiculadas por alguns bancos carecem muito de entendimento do processo de aprovações regulatórias, como pelo Cade aqui no Brasil e também pelo Chile e pelo processo do Capítulo 11 (recuperação judicial nos Estados Unidos)”, disse a companhia em comunicado à imprensa. Se a Azul compra a Latam passa a ter 60% do mercado de aviação e poderia ter dificuldades em aprovar o negócio no Cade.

A Azul também não levaria o ativo assim tão fácil.  “A Latam é um ativo com muitas fortalezas e certamente haverá muitos interessados”, analisa André Castellini, especialista em aviação e sócio da consultoria Bain & Company. Um ponto importante a ser destacado é que a decisão final ficará a cargo  dos credores da Latam em vez dos acionistas, em vista que a companhia está em recuperação judicial. Além disso, o movimento apontado pelos analistas do BBI seria a compra apenas da operação brasileira, mas Castellini diz que faz mais sentido comprar tudo. “Se for separar, no momento de isolar o Brasil se perdem sinergias e escalas. É complexo fazer cisão”.

A Azul informou o fim do compartilhamento de malha com a Latam e não descartou uma possível expansão de mercado, mas evitou comentar movimentações específicas.

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