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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

TCU pode investigar atraso na vacinação por fala de Bolsonaro contra China

Procuradoria pede que Tribunal tome providências para tentar acelerar vinda de insumos da China para fabricação das vacinas

Por Josette Goulart 12 Maio 2021, 12h48

A procuradoria junto ao Tribunal de Contas de União (TCU) está pedindo que o tribunal adote medidas para verificar eventuais atrasos no Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 em função das falas do presidente Jair Bolsonaro contra a China. O sub-procurador geral, Lucas Rocha Furtado, pede que o Tribunal adote medidas para que o Ministério da Saúde e o Ministério das Relações Exteriores expliquem em 48 horas sobre as medidas concretas que tomaram para minimizar os impactos negativos do que o procurador chama de “agressões do Presidente da República àquele país”. Bolsonaro perguntou recentemente se não estaríamos vivendo uma guerra química, bacteriológica e radiológica. ” Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Não vou dizer para vocês”, disse Bolsonaro dando a entender que se referia à China, que foi onde surgiu o vírus e foi o país que viu seu PIB crescer mesmo com a pandemia. Depois o presidente se defendeu dizendo que não citou a palavra China.

Caso o TCU não obtenha respostas dos ministérios, o procurador sugere que seja criada uma força tarefa junto com o Congresso e o Judiciário para que atue junto ao governo chinês para acelerar entrega o IFA, a matéria-prima para produção das vacinas.

Nesta quarta-feira, 12, o governador de São Paulo, Joao Doria, informou que a partir de sábado o Instituto Butantan vai suspender a produção da vacina CoronaVac por falta de insumos que viriam da China. O governador disse que a demora da entrega dos insumos está acontecendo por conta das falas de Bolsonaro, dos filhos e do ministro Paulo Guedes contra a China.

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