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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Sem turbulência política, Ibovespa avança e dólar fica abaixo dos R$ 5,20

VEJA Mercado: sem CPI da Covid, investidores têm dia de trégua

Por Felipe Mendes 12 jul 2021, 18h19

VEJA Mercado fechamento, 12 de julho.

Em dia de calmaria na política, sem CPI da Covid no Senado e sem grandes fricções entre os três poderes, o Ibovespa acelerou. Nesta segunda-feira 12, a bolsa de valores de São Paulo subiu 1,71%, enquanto o dólar caiu 1,25% frente ao real. Dois fatores importantes para o desempenho são a queda na média de casos e mortes por Covid-19 e a ampliação do funcionamento do comércio varejista no país. Nos Estados Unidos, os três principais indicadores (Dow Jones, Nasdaq e S&P 500) voltaram a registrar novas máximas históricas.

Depois de várias altas consecutivas nos últimos pregões, o dólar resolveu dar uma trégua. Na sessão, a moeda americana encerrou o dia cotada a 5,174 reais para venda, e 5,173 reais para compra. Para Mauriciano Cavalcante, diretor de câmbio da corretora Ourominas, as possíveis turbulências na política podem fazer com que o câmbio volte a registrar dias de volatilidade. “A calmaria do mercado hoje, sem nenhum bate-boca, nenhum comentário mais áspero dos três poderes, ajudou o mercado financeiro. Contudo, amanhã, dependendo do desenrolar do depoimento na CPI, nós poderemos ter um mercado mais especulativo”, afirma. “A tendência é que o dólar recupere em breve o que ele caiu hoje, voltando a figurar num patamar entre 5,20 e 5,23 reais.”

Nesta segunda, o JP Morgan anunciou que as viagens a negócio estão voltando a estimular a aviação nos Estados Unidos. Isso caiu como música aos ouvidos dos investidores mais ávidos por oportunidades no Ibovespa, impulsionando as ações das empresas ligadas ao turismo. No pregão, a maior alta foi da Embraer, que subiu 8,18%. A CVC Brasil avançou 7,29%, acompanhada pela siderúrgica CSN, que devolveu a queda no último pregão, com um avanço de 6,17%. Por outro lado, o Carrefour Brasil registrou a maior queda do dia: -1,06%. A varejista foi acompanhada por Marfrig (-0,9%) e Suzano (-0,87%) entre as maiores perdas do dia.

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