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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Restos a pagar do governo disparam e assustam empresários

Com medo de não receber, empresário relatou ao Radar Econômico que não pretende mais fornecer ao governo

Por Machado da Costa Atualizado em 26 jan 2021, 09h34 - Publicado em 26 jan 2021, 09h21

Empresários estão assustados e alguns chegam a se recusar a fornecer para o governo. Um deles relatou ao Radar Econômico que desistiu de um contrato com a Fiocruz, instituição de ponta e com desempenho fundamental no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, porque teme não receber.

Nesta segunda-feira, 25, o Tesouro publicou o relatório sobre os restos a pagar do governo. O saldo disparou 25,7% em termos nominais e 20,3% em termos reais (descontada a inflação). O estoque total dos restos a pagar de 2020 somou 227,8 bilhões de reais.

Os “restos a pagar” são uma conta que nasceram de uma prática comum no Brasil, mas altamente prejudicial à atividade econômica. O governo vai empurrando com a barriga contas de 10 mil reais, 100 mil reais, algumas maiores, de milhões de reais, como se a empresa pudesse esperar. Quando o calote transpõe de um ano para o outro, ele passa a integrar a conta dos restos a pagar. É o pesadelo de quem fornece para o governo, pois os prazos nos contratos não são respeitados. Em um ano de pandemia e grave crise econômica, isso pode significar o fim de uma companhia.

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