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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Regulação que fez PagSeguro sangrar na bolsa pode afetar Nubank

Nubank também ganha com tarifas maiores de cartão pré-pago que serão alteradas pelo Banco Central

Por Josette Goulart 14 out 2021, 12h29

A regulação do Banco Central que derrubou as ações do PagSeguro na Nasdaq também pode afetar o Nubank, que tem um IPO no forno para ser feito na bolsa americana. O PagSeguro, em dois dias, perdeu quase 30% do seu valor na bolsa tecnológica, algo em torno de 20 bilhões de reais, depois que o Banco Central anunciou uma consulta pública para limitar as taxas do cartão pré-pago. Logo os investidores estimaram uma perda de receita e, por consequência, de lucro para o PagSeguro. O JP Morgan estima uma perda de 250 milhões de reais. Isso aconteceria porque o BC quer limitar em 0,5% as taxas de intercâmbio que são cobradas de lojistas, o mesmo que é cobrado em tarifas para transações de débito. Hoje, o PagSeguro cobra 1,3% nestes cartões.

O Nubank também ganha com as tarifas em cartões pré-pagos. Como o Radar Econômico mostrou, o Nubank cobra 1,2% e as empresas de adquirência estão partindo para uma briga judicial contra o Nubank e a Mastercard alegando que, mesmo sem regulação específica, as empresas não poderiam cobrar além da tarifa de 0,5% que é cobrada no débito. Isso porque, segundo a Getnet que entrou com o processo, o próprio Nubank avisa aos clientes que o cartão pré-pago funciona como um cartão de débito. Independentemente do processo judicial, quando o Banco Central mudar a regra, as receitas do Nubank, assim como do PagSeguro, serão diretamente afetadas. A questão chega justamente quando o Nubank anuncia que teve seu primeiro lucro semestral de 76 milhões de reais. 

+Nubank é acusado de driblar regra e inflar receita com ajuda da Mastercard

 

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