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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Por que o estrangeiro colocou bilhões na bolsa mesmo no risco fiscal?

VEJA Mercado: Ibovespa amarga o pior desempenho entre os principais índices do mundo, e papéis estão muito baratos em relação aos resultados das empresas

Por Diego Gimenes Atualizado em 1 nov 2021, 10h32 - Publicado em 1 nov 2021, 11h02

Precatórios, Auxílio Brasil, teto de gastos, inflação, crise hídrica e mais: não faltam motivos para o investidor colocar em dúvida a alocação de seus recursos na bolsa de valores brasileira, mas o estrangeiro não está ligando muito para isso tudo. Somente em outubro, os investidores externos ingressaram com 12,66 bilhões de reais na bolsa. Mas por que eles têm apostado tão alto diante de um cenário repleto de incertezas no campo macroeconômico? “Está uma pechincha. Em dólares, certamente próximo das mínimas históricas. Isso não significa que o estrangeiro confia 100% no governo, mas, sim, que os preços estão muito atrativos. Vemos resultados espetaculares e empresas valendo somente o caixa que ela tem, isso não faz o menor sentido”, diz Danilo Batara, sócio e chefe de mesa de operações da Delta Flow Investimentos.

Para os analistas, os papéis estão muito baratos. Entre os 12 maiores índices do mundo, o Ibovespa apresenta a maior desvalorização, cerca de 10%. Ainda assim, há cautela para que esse cenário se reverta. “Está tudo muito barato, mas o problema é que Brasília não nos manda mensagens positivas. Não consigo ter a sensibilidade de que é o momento de reversão, ainda está em canal de baixa por conta dos ruídos internos”, avalia Pedro Galdi, analista da Mirae Asset. Em outras palavras, a bolsa barata atrai o estrangeiro, mas ninguém sabe quando ela vai subir de novo.

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