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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Por que construtoras sobem na bolsa mesmo com juro alto batendo na porta?

VEJA Mercado: ajuste da Selic, em tese, prejudicaria o setor, mas o indicador que importa mesmo é outro

Por Diego Gimenes 27 out 2021, 18h07

Sempre que se fala em alta dos juros, os setores que mais sofrem são o de construção e o de consumo, que veem a atratividade da tomada de crédito e de novos financiamentos cair pelos juros mais elevados. Mas nesta quarta-feira, 27, mesmo diante de uma reunião do Copom que deve elevar a Selic em pelo menos 1 ponto percetual, ou até 1,5 ponto percentual, como é a expectativa do mercado, as construtoras e as administradoras de shoppings figuraram entre as maiores altas do dia. Eztec e Cyrela fecharam em altas de 5% e 4%, enquanto Multiplan e Iguatemi subiram 4,5% e 4,1%, respectivamente. A explicação está nos juros futuros. “Para essas companhias, mais vale uma perspectiva de juro futuro um pouco menor do que uma Selic imediata maior”, diz Ricardo Campos, CEO da Reach Capital. O DI para 2024 fechou em queda de 2,5%, enquanto o juro futuro para 2031 recuou 1,1%. Ambos, porém, ainda estão acima dos 11%. Importante lembrar que as construtoras já perderam muito valor de mercado em 2021. A Eztec, por exemplo, viu seu papel desvalorizar 53% somente neste ano.

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