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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Petrobras não sai do lugar enquanto concorrentes chegam a subir 87%

VEJA Mercado: nem lucro e tampouco dividendos fizeram a ação subir

Por Diego Gimenes Atualizado em 25 nov 2021, 09h53 - Publicado em 23 nov 2021, 16h51

Questionada constantemente pelo presidente Jair Bolsonaro por sua política de preços e dividendos, a Petrobras não tem dado tanto retorno ao investidor quando se fala no preço da ação. A disparada na cotação do petróleo e os robustos resultados apresentados pela companhia, que lucrou mais de 30 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2021, não foram suficientes para fazer a ação subir frente aos pares do mercado internacional. Segundo relatório da SFA Investimentos, a valorização da Petrobras no ano é de 2,3%, enquanto outras gigantes do mercado como a russa Gazprom e as americanas ExxonMobil e Chevron já viram suas ações dispararem 87,7%, 63,3% e 38,6% no período, respectivamente.

Mas por que o preço da Petrobras está travado? Para os analistas, a explicação está no lado público da companhia e na concentração do mercado brasileiro. “O risco político existe pelo fato de a companhia ter quase 100% da capacidade de refino do Brasil. Caso a Petrobras cumpra o plano de desinvestimento e venda metade dessa capacidade, o risco político diminui consideravelmente”, avalia Rafael Chacur, analista e sócio da SFA Investimentos. “Em outras palavras, não precisa de uma privatização para destravar o preço, mas claramente existe uma penalidade no preço da ação pela companhia ser pública. Ao privatizar parte do refino, esse risco político é diluído porque ela deixa de ser a única player no país, e a empresa fica mais competitiva frente aos pares internacionais”, conclui.

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