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Para evitar perdas, lojistas de shoppings pedem redução de jornada diária

Lojistas satélites, sobretudo do ramo da moda, querem operar em horário reduzido até o fim de fevereiro; objetivo é mitigar os custos operacionais

Por Felipe Mendes Atualizado em 22 out 2020, 18h10 - Publicado em 22 out 2020, 18h08

A retomada do funcionamento em horário integral do comércio e dos shopping centers tem causado agruras em varejistas de pequeno e médio porte. Como a ampliação do funcionamento não tem surtido o efeito esperado para o aumento das vendas, já que o consumidor segue receoso com a pandemia do novo coronavírus, a Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) entregou nesta quinta-feira, 22, uma carta aberta à Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) na qual solicita um tratamento especial para o funcionamento dos lojistas menores. No documento, a entidade afirma ser de “extrema importância e de fator de sobrevivência que a Abrasce e seus associados possibilitem que lojas de moda (calçados, confecções, acessórios e serviços) permaneçam com o horário de funcionamento no limite de dez horas diárias”.

Hoje, a maior parte dos complexos comerciais do país voltou a ter uma carga diária de 12 horas, o que tem ampliado as perdas de varejistas menores. A proposta da Ablos, portanto, é que o funcionamento seja reduzido para 10 horas diárias até o final de fevereiro de 2021: de segunda-feira à sábado o horário sugerido é das 11h às 21h, e das 14h às 20h aos domingos. Procurada pela reportagem, a Abrasce respondeu, em nota, que “entende que há opiniões divergentes de lojistas” e que elas “não refletem o todo”, mas que “empreendedores e administradores de shoppings seguem comprometidos com seus lojistas, em diálogo e apoio constantes”.

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