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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Pandemia reforça fusão no ensino superior

Nove negócios foram fechados durante a pandemia, segundo levantamento da RGS Partners

Por Josette Goulart 17 Maio 2021, 11h22

As empresas de ensino superior se depararam com um grande desafio na pandemia ao ter que se adaptar, de uma hora para outra, com aulas 100% à distância e ainda lidar com a evasão escolar. Esse é um dos motivos que leva a RGS Partners a acreditar que o processo de fusões e aquisições no ensino superior só tende a se intensificar neste ano. Um levantamento feito pela consultoria mostra que no ano passado foram 7 operações e mais duas neste ano. Em janeiro, a Ser Educacional concluiu a aquisição da Sociedade Educacional Rondônia por 120 milhões de reais e a Ânima Educação comprou a CEFOS, mantenedora da faculdade de Direito Milton Campos, por 57 milhões de reais. No ano passado, das sete transações rastreadas pela RGS, apenas duas informaram valores. A maior delas foi do grupo Afya Participações que adquiriu a Faculdade de Ensino Superior da Amazônia Reunida, o Centro Universitário de São Lucas, a Sociedade Universitária Redentor, além da Faculdade de Ciências Médicas da Paraíba, em uma transação de R$ 380 milhões. 

“Entre os grandes players deste mercado, o grande destaque é a Cogna, maior grupo de ensino privado do país. A companhia é a maior compradora em número de transações dos últimos 10 anos, com 15 negócios concluídos”, diz o sócio da RGS, Guilherme Stuart. Neste ano, a Cogna fez uma grande operação com a Eleva no valor de 580 milhões de reais, mas foi uma operação que envolve o ensino básico. 

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