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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

O drama do imposto de renda nos sites de apostas esportivas

Empresas que atuam no Brasil têm uma grande desvantagem com concorrentes internacionais: precisam reter o imposto dos prêmios

Por Josette Goulart Atualizado em 5 jul 2021, 22h05 - Publicado em 6 jul 2021, 07h00

Uma das maiores casas de apostas do mundo, a empresa sueca Betsson, é uma das poucas que tem CNPJ também no Brasil. A empresa comemorou a Medida Provisória que alterou a base tributária das apostas esportivas e que já foi aprovada no Congresso. Antes, o Brasil tributava os jogos pelo valor das apostas realizadas, apesar desse dinheiro só transitar pela empresa como se fosse num banco. Com a nova lei, a ser sancionada por Bolsonaro, só a receita da empresa será tributada. André Gelfi, que é o principal executivo da Betsson no Brasil, diz que as casas de apostas no Brasil ainda enfrentam um problema. A incidência de 30% do imposto de renda na fonte. Ou seja, quem aposta e ganha, já leva 30% menos do valor do prêmio.

O problema não é somente a cobrança do imposto em si, mas o fato de que essa retenção na fonte não é feita pelas casas de apostas online que não tem CNPJ no Brasil e, portanto, não seguem as leis brasileiras. Basicamente, isso significa que o apostador acaba preferindo as plataformas internacionais onde não paga vai pagar imposto de renda sobre os prêmios. Gelfi diz que o assunto interessa à empresa porque tem intenção de expandir a atividade na filial. Hoje, a Betsson no Brasil faz apostas em cavalos no mundo todo e tem um jogo fantasia de futebol. Esses dois jogos não são tributados na fonte.

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