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Não está fácil a vida dos incorporadores da Avenida Faria Lima

Construtores penam para preencher andares inteiros em meio a novos empreendimentos e devolução de escritórios antigos

Por Machado da Costa 3 dez 2020, 10h04

A Avenida Faria Lima e seus arredores, em São Paulo, é considerada o ponto mais valorizado da cidade, o que atrai os maiores agentes da indústria da construção civil. Contudo, a pandemia mudou completamente o jogo. Alguns edifícios tiveram andares inteiros esvaziados. O Itaú, por exemplo, devolveu um prédio inteiro, o WTorre, na esquina da Rebouças com a Marginal Pinheiros, na terça-feira, 1º. Outros 4 andares do edifício que ocupa na Faria Lima também serão devolvidos.

Edifícios novos também estão com dificuldade de preencher os escritórios. A Davilar, que está entregando uma construção na avenida, tinha a promessa de que um importante escritório de advocacia mudasse para lá, mas que agora pediu para renegociar o contrato porque o custo ficou salgado demais.

E não é só no segmento corporativo. No residencial também não está mole. A Cyrela entregou em outubro o condomínio Heritage, desenhado pelo escritório de arquitetura italiano Pininfarina. Foi preciso contratar uma corretora para vender as unidades remanescentes, avaliadas em mais de 15 milhões de reais cada uma.

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