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Na COP26, Bolsonaro “vende” novo ministro do Meio Ambiente

Presidente foi aconselhado a chancelar nome do titular depois do fiasco de Salles; país promete reduzir emissões de gases do efeito estufa em 50% até 2030

Por Victor Irajá Atualizado em 1 nov 2021, 13h04 - Publicado em 1 nov 2021, 11h31

No discurso de abertura da conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, a COP26, o presidente Jair Bolsonaro fez um aceno ao ministro do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, em torno das políticas afirmativas a respeito da gestão ambiental do país. Com a imagem mais do que queimada no exterior, Bolsonaro foi aconselhado a “vender” o novo ministro, depois da demissão de Ricardo Salles, cuja imagem não era benquista.

O ministro anunciou um compromisso de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em 50% até 2030, ante a previsão de 43% anteriormente estabelecida. Representando Bolsonaro em Glasgow, na Escócia, Leite afirmou que o país passará a meta de neutralidade da emissão de carbono, atingindo a neutralidade das emissões em 2050, e não mais em 2060, como antes previsto.

Na fala, Bolsonaro afirmou que irá fortalecer projetos de conservação das florestas e emitir linhas de crédito sustentáveis, além de apresentar “ambiciosas” novas metas climáticas para o país. “No combate à mudança do clima, sempre fomos parte da solução, não do problema”, afirmou. A ver se os gringos comprarão a ideia. 

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