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Mesmo sem Libertadores, Globo cobra mais caro por cotas de futebol em 2021

Com menos partidas no plano de voo, Grupo Globo tenta arrecadar mais com cotas publicitárias para a transmissão do futebol em 2021

Por Felipe Mendes, Machado da Costa Atualizado em 1 out 2020, 16h18 - Publicado em 1 out 2020, 15h09

O telespectador mais assíduo do calendário esportivo pode estar achando estranho ter de acompanhar a Copa Libertadores da América, tradicional evento na grade da Rede Globo, no Sbt. Com o intuito de mitigar os efeitos da pandemia de coronavírus e da escalada do dólar frente ao real, o canal televisivo criado por Roberto Marinho (1904-2003) se desfez de um contrato milionário com a Conmebol para a transmissão do torneio de clubes mais importante da América do Sul. O grupo tinha a intenção, com isso, de recomprar os direitos televisivos por um valor mais atraente. Mesmo oferecendo uma proposta avaliada em 45,5 milhões de dólares pela transmissão do certame, o que seria uma redução de 30% em relação ao que pagara no acordo anterior, a Conmebol decidiu rechaçar a oferta e firmou acordo com a emissora de Silvio Santos por um valor consideravelmente inferior e em contrato válido até 2022.

Ainda que a derrota para a transmissão do principal evento esportivo do continente doa, a Globo divulgou às agências de publicidade que pretende arrecadar 311 milhões de reais por cada uma de suas seis cotas de patrocínio. O valor atual por patrocinador gira em torno de 307 milhões de reais. O pacote oferecido às empresas prevê a transmissão de 63 jogos ao vivo em 2021, o que representa 22 partidas a menos que na atual temporada. Com isso, a emissora quer faturar 1,87 bilhão de reais. Há algo nos bastidores que explique esse pedido soberano. A Globo já dá como certa que a Medida Provisória 984, conhecida como MP do Mandante, irá caducar. O texto tem poucos dias para ser votado e não há grandes esforços por parte do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), para colocá-lo para apreciação dos deputados. Ou seja, a Globo se vê em condições de se sair mais favorecida e, por isso, resolveu “colocar a faca” no pescoço das empresas interessadas em expor suas marcas nas partidas transmitidas por ela. Os patrocinadores atuais (Vivo, Itaú, Casas Bahia, Chevrolet, Ambev e Hypera Pharma) ainda têm a preferência para fechar acordo pelo pacote do próximo ano.

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