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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Itapemirim planeja fim de recuperação judicial e expansão sobre trilhos

Empresa almeja investir em várias frentes de atuação em 2021 com a realização de um IPO

Por Felipe Mendes Atualizado em 16 dez 2020, 14h04 - Publicado em 16 dez 2020, 09h38

A sexagenária companhia de mobilidade urbana Itapemirim sonha em retomar o rumo do crescimento. Depois de anunciar que está praticamente liquidando os seus encargos previstos na recuperação judicial (algo que deve acontecer no primeiro trimestre de 2021), o grupo está investindo pesado para decolar voo com a ITA Transportes Aéreos. Segundo Sidnei Piva, controlador da operação, o objetivo é disputar o mercado em pé de igualdade com as grandes do setor aéreo brasileiro. Para isso, a empresa deve anunciar, em breve, a abertura de 1.500 vagas de emprego para essa vertente. Os cargos vão desde perfil administrativo até a pilotos e comissários de bordo. O executivo garantiu, ainda, o lançamento de pelo menos 300 vagas para reforçar a frota rodoviária da Viação Itapemirim neste fim de ano.

Para 2021, Piva se diz confiante com investimentos em infraestrutura a nível nacional. Por isso, quer ir além dos braços aéreo e rodoviário para investir pesado em outro modelo de negócio. “O projeto do grupo Itapemirim é um plano de mobilidade a nível nacional. Nós vamos trabalhar em rodovia, no transporte aéreo e em ferrovias também, com geração de riqueza e de empregos”, diz ele. Depois de ver a licitação obtida para o fornecimento de trens, portas de plataforma, sistemas de sinalização e equipamentos para o monotrilho da linha 17-Ouro, de São Paulo, ser suspensa pela Justiça, Piva promete entrar na disputa pela concessão das linhas de trens 8 e 9 do estado. “Vamos participar da maior concorrência da CPTM, que são as linhas 8 e 9. Vamos entrar como líder de um consórcio que contará com um grande parceiro da construção civil. Temos grandes chances de ser o vencedor, porque somos detentores do sistema, temos a fabricação de componentes, e isso ajuda muito na manutenção futura, porque são 35 anos de concessão”, acredita. Piva é dono da T’Trans, do transporte ferroviário. Para o futuro, ele projeta um IPO robusto: quer ser avaliado em 2 bilhões de dólares na abertura de capital em 2024.

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