Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Inflação foi alta, mas foi menor do que o esperado e bolsa sobe

VEJA Mercado: IPCA veio alto, mas abaixo da expectativa dos economistas, e se somou a um payroll fraco nos EUA que pode postergar o aumento nos juros por lá

Por Diego Gimenes 8 out 2021, 17h37

VEJA Mercado | Fechamento | 8 de outubro.

Subiu. Após andar de lado nos últimos três pregões, o Ibovespa fechou a sexta-feira em uma alta de 2,03%, a 112.833 pontos pontos. O motivo? Segundo os analistas, a inflação que veio abaixo do esperado. O IPCA ficou em 1,16% em setembro, contra uma expectativa de 1,25% do mercado, mas, ainda assim, o índice acumula uma alta acima dos dois dígitos nos últimos 12 meses. “Os próximos meses serão decisivos para mostrar se a inflação realmente chegou no topo e se poderia ceder a partir de então, o que tiraria um fator de risco muito grande do mercado”, avalia Flávio Aragão, sócio da 051 Capital. Outro indicador divulgado hoje e que pode ser benéfico para as bolsas emergentes, como a brasileira, foi o payroll americano. O país criou 194 mil vagas de emprego em setembro, contra uma previsão de 500 mil do mercado. O dado mais fraco pode ligar o sinal amarelo para o aumento nos juros por lá.

Em uma sessão de ganhos generalizados, o grande beneficiado do dia foi o varejo, que tem amargurado um desempenho fraco nos últimos meses em função da inflação e da curva de juros. Hoje, empresas como Cielo e Magazine Luiza fecharam em altas de 14,3% e 6,7%, respectivamente. Iguatemi e Multiplan, dos shoppings, subiram quase 7%. O setor de tecnologia também respirou. Os papéis de Banco Inter e Méliuz observaram valorizações de 7,4% e 4,2%, respectivamente.

Publicidade