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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Exterior e serviços ajudam, mas bolsa não sai do lugar

VEJA Mercado: para os analistas, a âncora do índice é a inflação

Por Diego Gimenes 14 out 2021, 17h36

VEJA Mercado | Fechamento | 14 de outubro.

Está difícil embalar. Após uma sessão de alta na quarta-feira, o mercado amanheceu com o menor número de pedidos de seguro desemprego nos Estados Unidos na pandemia, um desempenho do setor de serviços no Brasil acima do esperado pelos economistas e com a cotação do petróleo em ascensão, mas nem todas essas notícias foram capazes de manter o Ibovespa no azul. O índice fechou o dia em queda de 0,24%, a 113.185 pontos. Para o mercado, a âncora tem nome: inflação. E tem filhos: os juros. E o impacto pode ser sentido no PIB. “Tínhamos tudo para mais um dia de ganhos na bolsa, em tese. Embora o contexto institucional tenha melhorado após o 7 de Setembro, o cenário inflacionário continua obscuro, o que sugere algum nível de ceticismo de crescimento da economia à frente”, avalia Evandro Bertho, sócio-fundador da Nau Capital. Lá fora, as bolsas americanas subiram entre 1,5% e 2%.

De certeza mesmo, só a tendência de alta do petróleo no mercado internacional. O brent subiu 1,3%, a 84,2 dólares o barril. As ações da Petrorio fecharam em alta de 4,2%, mas as da Petrobras ficaram estáveis. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje mais cedo que quer privatizar a companhia, mas o mercado não botou muita fé. O varejo e o setor de construção, ontem nos destaques positivos, hoje, recuaram. A incerteza no contexto inflacionário e de Selic atinge diretamente essas companhias. Eztec e Via fecharam em quedas de 2,8% e 2,5%, respectivamente. Sem leilão de dólares do Banco Central, a moeda americana subiu 0,13%, a 5,516 reais.

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