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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Empresa testa supertermômetro para detectar Covid, sem cotonete ou sangue

Startup fundada por médicos brasileiros pode mudar a forma como se testa a Covid-19

Por Josette Goulart Atualizado em 22 jun 2021, 13h02 - Publicado em 22 jun 2021, 12h56

Uma startup brasileira de nome Predikta está testando uma espécie de supertermômetro capaz de detectar a Covid-19 sem precisar de cotonete ou gota de sangue. Os testes estão sendo feitos em parceria com o G10 Favelas na favela de Paraisópolis, em São Paulo. Cerca de 5 mil pessoas estão sendo testadas para a Covid com a tecnologia de termografia, por meio de um totem digital, e na seqüência fazem o teste tradicional de PCR. O teste com o supertermômetro mostra o resultado quase instantaneamente e a empresa também quer verificar se o aparelho consegue detectar o vírus mesmo em pessoas assintomáticas. Com os dois testes, a empresa poderá comparar os resultados para poder apresentar à Anvisa e ter aprovação para uso em larga escala da tecnologia. Se aprovado, o  monitor multiparamétrico autônomo de sinais vitais poderá ser usado em escolas, aeroportos, supermercados, cinemas, teatros, enfim, em qualquer lugar. A empresa inclusive tem por meta desenvolver a tecnologia de tal forma que seja possível ser usada até mesmo por meio de um app no celular.

A Predikta foi fundada no início da pandemia pela médica cirurgiã Ana Carolina Makino Antunes, o médico termologista Alexandre Aldred e o neurobiofísico Guilherme Gomes. A empresa tem entre seus investidores o empresário Nércio Fernandes, fundador da Linx, empresa de software que foi recentemente vendida para a fintech Stone por quase 7 bilhões de reais.

 

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