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Em novo discurso, Powell admite preocupação com inflação e derruba bolsas

VEJA Mercado: Presidente do Federal Reserve demonstra preocupação com dívida pública dos EUA e assusta mercados

Por Felipe Mendes Atualizado em 15 jul 2021, 21h52 - Publicado em 15 jul 2021, 18h09

VEJA Mercado fechamento, 15 de julho.

O presidente do Federal Reserve (o banco central americano), Jerome Powell, voltou a ganhar os holofotes nesta quinta-feira 15. E assustou os mercados. Powell afirmou que a inflação está “bem acima” da meta e admitiu que a dívida pública dos Estados Unidos “não está em uma trajetória sustentável”. Tiro e queda. O Ibovespa acusou o baque imediatamente. Puxada para baixo pela Petrobras, a bolsa de valores brasileira terminou o dia cotada em 127.467 pontos, uma variação negativa de 1%. Nos EUA, a Nasdaq e o S&P 500 também operaram em queda, enquanto o índice Dow Jones se sobressaiu.

O pronunciamento de Powell foi recebido com dubiedade pelos analistas do mercado. O Fed havia acenado com a manutenção dos estímulos na última quarta-feira, quando Powell, inclusive, afirmou que a inflação era um tema “passageiro”, apesar de também ter dito que o Fed estará pronto para agir caso a inflação não arrefeça. “O Powell sempre fala que a inflação é passageira, mas hoje disse que pode permanecer alta, e que está pronto para agir, o que pode significar a retirada dos estímulos”, diz o economista Pablo Spyer, sócio da XP Inc. “O discurso dele começou a ficar ambíguo, o que deixa o mercado ansioso”. A sinalização de Powell, inclusive, impactou o dólar, que voltou a subir nesta quinta, fechando o dia cotado em 5,115 reais, avanço de 0,6%.

Hoje, a maior alta do Ibovespa veio do Magazine Luiza (+3,45%), que anunciou a compra do portal de games e eletroeletrônicos Kabum. A segunda maior alta do dia foi da mineradora CSN (+1,98%). O dia foi marcado pela estreia da CBA Alumínio, que movimentou 1,6 bilhão de reais em seu IPO. Dentre as perdas, o maior destaque foi para a CVC, que caiu 3,54%, com o receio de que a Covid-19 atrapalhe a recuperação das economias mundo afora. A companhia de turismo foi seguida pela supermercadista Pão de Açúcar (-2,97%) e pela seguradora SulAmérica (-2,63%).

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