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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Como a retaliação da China contra a Didi pode afetar o aplicativo 99

Governo chinês exigiu, nesta sexta-feira, a retirada de 25 aplicativos da empresa das lojas de apps

Por Josette Goulart Atualizado em 10 jul 2021, 14h54 - Publicado em 9 jul 2021, 13h09

Cada nova notícia vinda da China sobre a retaliação à empresa Didi Global, deixa os executivos do aplicativo 99 no Brasil em completa apreensão. A chinesa Didi é dona do 99 e o medo é que os negócios no Brasil, que estão em expansão para a área de delivery e serviços de pagamentos, possam acabar sendo afetados. A mais nova notícia, segundo o jornal Wall Street Journal, é que o órgão regulador chinês ordenou nesta sexta-feira, 09, que as lojas de aplicativos removam mais de 25 aplicativos da Didi, incluindo o aplicativo de financiamento e de carona. A justificativa é sempre a mesma: coleta ilegal de dados das pessoas. A Didi começou a sofrer com os órgãos reguladores chineses depois que abriu o capital na Nasdaq, há cerca de duas semanas. 

Segundo advogados especialistas no assunto, o problema é que a China não está dando explicação sobre como a empresa estaria violando a proteção de dados. Um dos motivos que pode estar por trás da investida do governo chinês é o fato de que os Estados Unidos fizeram uma lei obrigando as empresas estrangeiras que abrirem capital no país a entregar os relatórios de autoria de suas matrizes. Já a China lançou uma lei de proteção de dados, que impede a entrega de informações que sejam “de interesse nacional”, colhidas na China, sem autorização do governo central. Em 2025, estima-se que a China será dona de um terço dos dados gerados do mundo e e ela não quer dividir esse poder, muito menos com os Estados Unidos. 

A 99 enviou a seguinte nota:

“A 99 reafirma seu compromisso de longo prazo com o desenvolvimento do Brasil e em ajudar a tornar a vida das pessoas mais fácil e segura por meio de seus negócios, seja em mobilidade, pagamentos ou entrega de comida. Tanto que no ano passado, mesmo em um cenário complexo causado pela pandemia da Covid-19, investimos mais de R$ 150 milhões no lançamento de novos produtos, novos recursos de segurança e suporte aos motoristas parceiros. A nossa estratégia de crescimento para este ano mantém-se inalterada e está centrada na eficiência, capilaridade e sustentabilidade do negócio, bem como no impacto positivo na sociedade.”

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