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Radar Econômico Por Josette Goulart Análises e bastidores exclusivos sobre o mundo dos negócios e das finanças. Com Diego Gimenes.

Clínicas cobram devolução de R$ 1,5 milhão por vacina vendida pela Precisa

Processos reclamam que empresa não devolveu dinheiro pago adiantado para a compra da vacina Covaxin

Por Josette Goulart Atualizado em 29 jul 2021, 14h14 - Publicado em 29 jul 2021, 13h59

Cinco clínicas privadas de vacinas cobram na Justiça paulista a devolução de cerca de 1,5 milhão de reais pagos adiantados à Precisa Medicamentos, a empresa que intermediou a venda da vacina indiana Covaxin para o governo federal e também para o setor privado. As reclamações nas ações são muito parecidas e dizem que a Precisa não devolveu o dinheiro como estabelecido em contrato, feito sob condição de aprovação da vacina na Anvisa ou a permissão de venda pelo setor privado. Juntas, estas clínicas compraram 70,6 mil doses por preços que variaram de 34,43 dólares a 40,78 dólares.

A Precisa está no centro da CPI da Covid por suspeitas de irregularidades nos contratos com o governo federal e a pressão para pagamento antecipado. O caso foi relatado ao presidente Jair Bolsonaro pelos irmãos Miranda. Depois das denúncias, a empresa indiana Bharat Biotech rompeu contrato com a Precisa e ainda alegou que documentos falsos foram entregues em seu nome. A Controladoria Geral da União confirmou nesta quinta-feira, 29 que os documentos eram falsos e o contrato com a Precisa foi cancelado.

O dono da empresa, Francisco Maximiano, até agora não depôs na CPI. No primeiro depoimento, ele alegou que não podia participar por ter recém chegado da Índia e estaria em quarentena. Ele já tem depoimento marcado para agosto, mas neste momento diz que está mais uma vez na Índia.

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